País
Médica que facultava processos de reforma por invalidez detida pela PJ
A Polícia Judiciária deteve a médica de Benavente que facultava processos de reforma por invalidez.
A Polícia Judiciária realizou buscas em Benavente, onde a médica tinha consultório. Foram ainda constituídos nove arguidos no âmbito da Operação "Relax".
Foram detidas quatro pessoas: três médicos, incluindo a médica suspeita de facilitar reformas e outros dois médicos que validavam os procedimentos. Foi também detida uma assistente administrativa.
Foram detidas quatro pessoas: três médicos, incluindo a médica suspeita de facilitar reformas e outros dois médicos que validavam os procedimentos. Foi também detida uma assistente administrativa.
“A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou, hoje, uma operação policial, nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria, para cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, incluindo três consultórios médicos”, adiantou entretanto a PJ em comunicado.
As autoridades confirmaram a detenção de “quatro suspeitos, entre os quais três profissionais de saúde, fortemente indiciados pela prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento qualificada, fraude contra a Segurança Social qualificada e burla qualificada”.
As autoridades confirmaram a detenção de “quatro suspeitos, entre os quais três profissionais de saúde, fortemente indiciados pela prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento qualificada, fraude contra a Segurança Social qualificada e burla qualificada”.
Em abril, a Ordem dos Médicos determinou a abertura de um inquérito a esta médica de Benavente.
O caso, divulgado pela SIC, envolve um alegado esquema em que a médica cobraria cerca de mil euros para viabilizar processos de reforma por invalidez.
Através de uma única empresa pública, a médica terá conseguido que dezenas de trabalhadores se reformassem por invalidez.
Prejuízo pode ascender a centenas milhares de euros
“Os factos em investigação reportam-se ao período compreendido entre 2020 e a presente data, existindo fortes suspeitas de que um grupo alargado de pessoas, incluindo profissionais de saúde, tenha participado na execução de um plano criminoso, através do qual conseguiram que a Segurança Social viesse a atribuir indevidamente, a inúmeros beneficiários, prestações sociais relativas a pensões de invalidez e pensões por doença profissional”, detalha o comunicado da PJ.
Estima-se que o prejuízo causado ao erário público em resultado deste esquema criminoso “possa ascender a centenas milhares de euros”.
As buscas foram executadas por 88 inspetores e 11 especialistas de Polícia Científica, contando ainda com a participação de quatro juízes de instrução criminal e dez procuradores do Ministério Público.
Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Estima-se que o prejuízo causado ao erário público em resultado deste esquema criminoso “possa ascender a centenas milhares de euros”.
As buscas foram executadas por 88 inspetores e 11 especialistas de Polícia Científica, contando ainda com a participação de quatro juízes de instrução criminal e dez procuradores do Ministério Público.
Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.